Entendendo a B3

Criada por Fernanda Albuquerque, Modificado em Fri, 21 Jul 2023 na (o) 03:28 PM por Fernanda Albuquerque

Muitos usuários saíram da renda fixa buscando alternativas na renda variável. Mas antes de se desesperar em busca de mais rentabilidade, é preciso estar atento para o fato de que, para operar na bolsa, é preciso ter conhecimentos específicos. Hoje vamos expor para você como funciona a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, e o que você precisa entender antes de começar a operar.


 

O que significa B3 

O nome B3 representa as iniciais Bolsa, Brasil e Balcão. Ela é a 5ª maior bolsa de mercado de capitais do mundo. A B3 é a união do BMF&Bovespa e da Cetip, sendo esta última responsável em realizar a liquidação e custódia dos títulos privados negociados em bolsa e também nos mercados de balcão. 


A Bolsa de Valores de São Paulo foi originalmente criada em 1890 (Bolsa Livre), passando por várias mudanças tanto na nomenclatura como também em sua estrutura. Em 2008, se juntou à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) para dar origem a uma das maiores bolsas em valor de mercado do mundo naquele ano. Desde março de 2017, quando passou a se chamar B3, o grupo unificou os processos de intermediação e também de custódia de títulos e valores mobiliários.


A grande vantagem da B3 é a segurança e organização promovidas através de entidades como a CVM - Comissão de Valores Imobiliários, ligada ao Ministério da Fazenda para fiscalizar e normatizar o mercado de valores brasileiros mobiliários. Além da CVM, a CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, cuida da tutela das ações e de diversos títulos de instituições privadas no mercado nacional de finanças.


Investindo na Bolsa de Valores do Brasil

Pode-se investir na Bolsa de Valores por meio de corretoras ou bancos. São essas instituições que fazem contato com a B3. Nessas instituições, o investidor consegue comprar produtos comercializados como ações, títulos de renda fixa e contratos futuros de índices, moedas e commodities.

As negociações possuem taxas, impostos e variação diária de preço, podendo acontecer de forma individual, por clubes ou por meio de fundos de investimentos.


Estrutura da B3

Para ter acesso aos regulamentos da B3, clique aqui

 

Circuit Breaker, o mecanismo que muitos investidores não conhecem

Quando ocorrem oscilações muito bruscas nas ações, a Bolsa de Valores ativa o Circuit Breaker, fazendo com que os investidores deem uma pausa de 30 minutos e a volatilidade seja amenizada. As regras para ativação do Circuit Breaker são:

  • O Ibovespa precisa atingir a baixa de 10% em relação ao dia anterior

  • Depois de reaberto o pregão, havendo oscilação negativa de 15%, a interrupção se dá por mais uma hora.

  • Voltando novamente, havendo queda de 20%, ocorre a suspensão dos negócios por prazo a ser definido. Nesse caso, a decisão é comunicada ao mercado e na última meia hora de pregão as negociações voltam a acontecer.

O Circuit Breaker foi ativado algumas vezes na história

  • Joesley Day: A última vez foi em 2017 com o Ibovespa fechando a 8,8% de queda.

  • Crise do Subprime: Antes disso, em 2008, também aconteceu com a bolsa fechando em queda de 10,18%. O pregão foi interrompido quatro vezes durante meia hora e ainda mais uma vez durante uma hora.

  • Adoção do Câmbio Livre: Em 1999, os negócios foram suspensos por meia hora quando o índice teve uma queda de 9,33%. 

  • Crise da Rússia: Em 1998, o mecanismo foi acionado cinco vezes em um dia. E dias depois, a bolsa ficou fechada durante uma hora, encerrando o pregão com queda de 15,82%.

  • Crise financeira na Ásia: A primeira vez que o Circuit Breaker foi acionado, em 1997, com uma queda de 14%. Foi ainda acionado mais duas vezes no ano. 

Ataque às Torres Gêmeas: Em setembro de 2001, quando houve o ataque, os negócios também foram interrompidos pela Bolsa Brasileira (sem que o Circuit Breaker fosse acionado). A queda foi de 9,17% em pouco mais de uma hora.

 

No geral, o Circuit Breaker não precisa ser um momento de terror para o investidor. Nada mais é do que uma maneira da própria Bolsa se proteger para evitar movimentações bruscas no mercado. O melhor a se pensar é que, tendo visão a longo prazo, os momentos de quedas são oportunidades de negociação. 

Área Logada do Investidor 

É um espaço criado pela B3, a bolsa do Brasil, de acesso exclusivo para quem investe em alguma corretora ou banco.

Toda vez que você abre uma conta em uma instituição financeira e ela habilita você a realizar investimentos (por exemplo, corretoras e bancos), a instituição vai nna B3, a bolsa do Brasil, e realiza o seu cadastro. Para a sua segurança e concedendo transparência, a B3 envia um e-mail para você toda vez que isso acontece. Dentro da Área do Investidor, você pode encontrar mais informações referente ao seu cadastro. Atenção: caso você não reconheça esse cadastro, entre em contato com a instituição financeira mencionada no e-mail para mais informações. 

É através do seu login e senha na Área do Investidor que você consegue realixar a Conexão B3 aqui no Kinvo

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